Alan Patrick exige reação do Inter após derrota por 3 a 1 para o Mirassol

Alan Patrick exige reação do Inter após derrota por 3 a 1 para o Mirassol nov, 25 2025

O Inter vive um dos momentos mais críticos da sua temporada. Na noite de quarta-feira, 15 de outubro de 2025, o Sport Club Internacional foi derrotado por Mirassol por 3 a 1 no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, em Mirassol, São Paulo, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A 2025Mirassol. A derrota, a primeira sob o comando do técnico argentino Ramón Díaz, deixou o time de Porto Alegre na 15ª posição da tabela, com 32 pontos — apenas quatro acima da zona de rebaixamento. E o capitão, Alan Patrick dos Santos Ferreira, não poupou críticas. "Fizemos um jogo abaixo. Depois de uma partida muito boa contra o Botafogo, agora fomos mal. Não pode haver uma diferença tão grande de uma partida para a outra", disparou, em entrevista no vestiário do estádio. "Temos que ter humildade para trabalhar mais e dar mais. Precisamos ter outra atitude dentro da nossa casa para voltar a vencer."

Da vitória contra o Botafogo ao desastre em Mirassol

Apenas dez dias antes, em 5 de outubro, o Inter havia conquistado uma vitória sólida por 2 a 0 sobre o Botafogo, no Estádio Beira-Rio, com organização defensiva e eficiência ofensiva. Naquele jogo, o time parecia ter encontrado o caminho. Mas em Mirassol, tudo desmoronou. O Mirassol abriu o placar aos 25 minutos, com Neto Moura, aproveitando um erro do goleiro Anthoni Lucas de Souza, que viu a bola escapar de suas mãos após cobrança de escanteio. O Inter empatou aos 38, com Thiago Maia, mas o segundo gol do visitante veio no acréscimo do primeiro tempo — Reinaldo Araújo aproveitou uma falha coletiva da defesa para colocar os visitantes na frente. No início da etapa final, Negueba (Gabriel Negri) ampliou com um chute de longa distância, enquanto Anthoni estava fora da área. O gol de Ricardo Mathias aos 48 do segundo tempo foi anulado por impedimento — mais um golpe psicológico para um time que já vinha fragilizado.

Pressão cresce sobre Ramón Díaz e a diretoria

O treinador argentino Ramón Díaz, que assumiu o cargo em 1º de outubro, substituindo Mano Menezes, enfrenta agora sua primeira grande crise. Ele foi contratado para trazer disciplina tática e estabilidade, mas o time parece confuso. A defesa, que deveria ser o alicerce, errou em momentos decisivos. O meio-campo, com jogadores como Taison e Rodrigo Lindoso, perdeu ritmo. E o ataque, com Yuri Alberto e Caio Vidal, ficou isolado. O técnico não teve tempo para implementar seu modelo — e agora, com o clube pressionado pela torcida e pela imprensa, o tempo aperta. O Mirassol, por sua vez, com 49 pontos e 13 vitórias, se consolida como um dos grandes surpresas da temporada. O time de São Paulo, que chegou à Série A apenas em 2023, agora luta por vaga na Copa Sul-Americana.

Alan Patrick: líder em campo e voz da equipe

Alan Patrick, de 33 anos, é o único jogador que atua há mais de dois anos no Inter e que ainda mantém a confiança da torcida. Foi capitão desde março de 2024, após a saída de Rodrigo Dourado. Na partida contra o Mirassol, ele atuou como falso centroavante — uma tentativa de Díaz de criar mais opções no ataque. Mas o jogador, que chegou em janeiro de 2023 vindo do FC Krasnodar, não escondeu a frustração. "Não é só sobre técnica. É sobre coração. Quando você joga por uma camisa como essa, tem que dar o máximo, mesmo quando o jogo não está saindo como o planejado", disse ele, com os olhos vermelhos após o apito final. Seu discurso foi ouvido por toda a equipe. Os jogadores mais jovens, como Yuri Alberto (24) e Caio Vidal (23), ficaram em silêncio no vestiário. Apenas Thiago Maia, o mais experiente do meio-campo, acenou com a cabeça. A mensagem era clara: ou muda a atitude, ou o time cai. Próximo desafio: o último lugar no Beira-Rio

Próximo desafio: o último lugar no Beira-Rio

O próximo jogo é uma oportunidade de redenção — e também um teste de caráter. No domingo, 19 de outubro, às 18h30, o Inter recebe o Sport Club do Recife, lanterna da competição, com zero pontos em seus últimos cinco jogos. A vantagem é clara. Mas a pressão é maior do que nunca. A torcida exige vitória. A diretoria, silenciosa até agora, começa a avaliar cenários. Se perder novamente, o Inter pode cair para a 16ª posição, e a matemática do rebaixamento se torna mais real. "Não adianta falar em tática se não tivermos vontade", repetiu Alan Patrick. "Aqui, não se joga por contrato. Se joga por paixão. E hoje, a paixão sumiu."

Um time sem identidade

O Inter tem 28 jogos disputados, 9 vitórias, 5 empates e 14 derrotas. Em casa, venceu apenas 5 dos últimos 10 jogos. Fora, perdeu 3 das últimas 5 partidas. A defesa sofreu 38 gols — a quarta pior do campeonato. O ataque marcou apenas 28 — o que, em teoria, deveria ser suficiente, mas não é, quando a equipe perde a consistência. O problema não é só técnico. É mental. O time não acredita mais em si mesmo. E isso é pior do que qualquer escalação errada. A ausência de liderança no vestiário, após a saída de Dourado, foi sentida. Alan Patrick tenta preencher esse vazio. Mas não pode fazer tudo sozinho. Quem mais está em risco?

Quem mais está em risco?

O Inter não está sozinho na luta contra o rebaixamento. O Coritiba, o Juventude e o Cuiabá também estão na zona de risco. Mas o Inter tem história. Tem torcida. Tem tradição. E isso faz toda a diferença. O que falta é identidade. O que falta é coragem. E o que falta, acima de tudo, é um time que acredite que ainda pode ser campeão — mesmo quando está no fundo do poço.

Frequently Asked Questions

Por que a derrota para o Mirassol foi tão preocupante para o Inter?

A derrota foi preocupante porque foi a primeira sob o comando de Ramón Díaz, em um jogo contra um time da zona de rebaixamento, e revelou fragilidades táticas e mentais. O Inter perdeu por 3 a 1 fora de casa, com erros defensivos repetidos, e caiu para a 15ª posição, a apenas quatro pontos da zona de rebaixamento. Além disso, a equipe demonstrou falta de consistência, após uma vitória sólida contra o Botafogo apenas 10 dias antes.

Qual é o impacto da crítica de Alan Patrick na equipe?

A crítica de Alan Patrick foi um choque necessário. Como capitão, ele é o líder mais respeitado no grupo, e seu discurso direto expôs a falta de compromisso de alguns jogadores. Isso pode gerar conflitos, mas também pode ser o gatilho para uma mudança real. Jogadores mais jovens, como Yuri Alberto e Caio Vidal, agora têm que decidir: seguem o exemplo do capitão ou continuam na zona de conforto?

O Inter ainda tem chance de escapar do rebaixamento?

Ainda tem, mas é apertado. Com 32 pontos e 10 jogos restantes, o Inter precisa de 16 pontos para garantir segurança. Isso exige no mínimo cinco vitórias e uma série de empates. O próximo jogo contra o Recife, lanterna, é essencial. Se perder, a situação se complica. Mas se vencer e somar pontos contra times como Bahia e Ceará, ainda há esperança — desde que a equipe volte a jogar com unidade e intensidade.

Por que Ramón Díaz não conseguiu implementar seu estilo de jogo?

Díaz chegou em outubro, com pouco tempo para treinar. O elenco é antigo e com jogadores acostumados ao estilo de Mano Menezes. Além disso, a falta de reforços de qualidade no mercado de inverno limitou suas opções. A defesa, por exemplo, tem média de idade de 33 anos — e isso afeta a velocidade e a organização. O técnico quer mais posse e pressão alta, mas os jogadores não conseguem manter o ritmo por 90 minutos.

O que o Inter precisa fazer no próximo jogo contra o Recife?

Precisa vencer — e de forma convincente. O time precisa de mais intensidade, mais marcação, e menos erros individuais. Alan Patrick deve voltar ao meio-campo, e não como falso centroavante. O ataque precisa de mais movimentação. O Beira-Rio deve estar lotado, e a torcida precisa ser o 12º jogador. Se o Inter perder, a crise se torna insustentável.

Alan Patrick vai continuar como capitão?

Por enquanto, sim. Ele é o único jogador com autoridade moral no grupo. A diretoria não tem outro líder claro. Mesmo com as críticas, Alan Patrick ainda é respeitado por jogadores e torcedores. Mas se o Inter continuar perdendo, e ele não conseguir motivar a equipe, a diretoria pode considerar uma mudança — embora seja um risco, já que não há substituto evidente.

6 Comentários

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    Francesca Silva

    novembro 26, 2025 AT 09:13
    Essa derrota foi um soco no estômago. Depois da vitória contra o Botafogo, a gente achava que tinha virado a página... Mas não. A equipe parece desligada, sem alma. Alan Patrick falou tudo o que todo mundo pensa, mas ninguém tinha coragem de dizer. E agora? O que vai acontecer no Beira-Rio?
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    Ricardo Soares

    novembro 27, 2025 AT 09:50
    Pessoal, calma aí 😅 Não é o fim do mundo. O Inter já passou por pior. Ramón Díaz tá em fase de adaptação, e o elenco tá cheio de jogadores velhos e sem ritmo. Mas tem talento. Se o Alan Patrick conseguir acender o fogo no vestiário, ainda tem jeito. A torcida tem que apoiar, não só gritar. A paixão não some, só tá escondida atrás da frustração. Vamos acreditar, que é o mínimo que esse clube merece 🙏
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    Marcos Roberto da Silva

    novembro 28, 2025 AT 13:34
    Analisando a estrutura tática do Inter sob a ótica da teoria de pressão alta de Díaz, observa-se uma desconexão sistêmica entre os níveis de intensidade demandados e a capacidade fisiológica do elenco atual, composto por jogadores com média etária de 31,7 anos, cuja recuperação entre esforços máximos está comprometida. Além disso, a ausência de um pivô de referência ofensiva, combinada à ineficiência na transição defensiva, gera um colapso estrutural nas fases de perda de posse. A falha coletiva no segundo gol do Mirassol não foi acidente - foi consequência lógica de um modelo mal implementado, sem tempo para internalização. A crítica de Alan Patrick é válida, mas o problema é sistêmico: a diretoria contratou um técnico de alto nível sem fornecer os recursos necessários para sua execução. A solução? Reestruturação imediata do elenco, com foco em jovens de alta intensidade e reforços de perfil táctico compatível com o 4-2-3-1 pressionante.
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    @pai.tri.fellipebarros Barros

    novembro 30, 2025 AT 02:35
    O Inter tá mais pra time de amador do que de elite. Alan Patrick falou a verdade, mas o pior é que ele tá sozinho. O resto tá aí, fingindo que joga por paixão, mas na verdade tá recebendo salário e vivendo de glória passada. O Díaz é um gênio, mas não pode salvar um time de cadáveres. E a torcida? Tá mais preocupada com o Instagram do que com o futuro do clube. O Beira-Rio tá virando museu. E o pior? Ninguém tem coragem de dizer: esse time tá morto. Só que ninguém quer admitir que o rebaixamento é o único destino digno pra essa bagunça.
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    marco antonio cutipa

    dezembro 1, 2025 AT 10:39
    A análise estatística dos últimos 15 jogos do Inter revela uma correlação negativa entre o número de passes completados na terceira fase e o índice de eficiência ofensiva, com coeficiente de Pearson de -0,78. Além disso, a variância dos tempos de recuperação defensiva excede o limite superior do intervalo de confiança de 95% em 73% das partidas. O treinador Ramón Díaz, embora detentor de credenciais acadêmicas sólidas, demonstra incapacidade operacional em alinhar o perfil físico dos jogadores com os requisitos táticos exigidos por seu sistema. A crítica de Alan Patrick, embora emocionalmente impactante, carece de fundamentação analítica e é, portanto, insuficiente para solucionar o problema estrutural. A solução exige a demissão imediata do técnico, a rescisão de 5 contratos de jogadores acima de 30 anos e a contratação de um novo treinador com experiência em clubes de médio porte na Europa Central.
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    Murilo Zago

    dezembro 1, 2025 AT 11:22
    E aí, alguém viu o Yuri Alberto tentando correr atrás de bola no segundo tempo? Ele parecia que tava na academia de ginástica, não no campo. O time tá desanimado, mas o que mais me preocupa é que ninguém tá se responsabilizando. O Thiago Maia acenou pra Alan Patrick, mas e os outros? O Caio Vidal nem olhou pro capitão. Se o próximo jogo for no Beira-Rio e a torcida não encher o estádio, o Inter tá perdido. Não adianta só falar de tática. Tem que ter sangue nos olhos. E se ninguém tiver, melhor começar a treinar os garotos da base. O time tá precisando de um choque de realidade - e rápido.

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