Corte de combustível foi decisivo em queda do Boeing 787-8 da Air India

Corte de combustível foi decisivo em queda do Boeing 787-8 da Air India jul, 12 2025

Relatório aponta corte no combustível antes do desastre aéreo

Um detalhe assustador mudou completamente o rumo da investigação sobre a queda do Air India Boeing 787-8 no último dia 12 de junho: o combustível dos dois motores foi cortado só instantes antes da aeronave despencar. Essa informação, revelada pelo relatório preliminar da Bureau de Investigação de Acidentes Aéreos da Índia, jogou luz sobre um dos principais gatilhos da tragédia. O voo, que decolou de Ahmedabad com destino ao aeroporto de Gatwick, em Londres, transportava 230 passageiros e 12 tripulantes. Apenas uma pessoa sobreviveu ao acidente, que deixou familiares e especialistas perplexos diante das circunstâncias incomuns.

O documento revela um momento dramático, captado pelas gravações da cabine de comando. Pouco depois das 8h08, os interruptores de corte de combustível mudaram do modo 'RUN' para 'CUTOFF', praticamente selando o destino do avião. O motor, peça vital para manter a estabilidade e altitude da aeronave, apresentou queda abrupta de potência imediatamente após essa ação. As gravações mostram tensão entre os pilotos: um deles questionou o colega sobre o que teria provocado o corte, ouvindo uma negação como resposta. Ninguém na cabine assumiu responsabilidade direta, criando ainda mais dúvidas sobre como tudo aconteceu tão rapidamente.

Perguntas sem resposta e clima de mistério sobre acidente

Perguntas sem resposta e clima de mistério sobre acidente

Ainda não está claro se o corte de combustível foi acidental, uma possível indicação de erro humano, ou se houve falha mecânica relacionada ao sistema dos interruptores. Especialistas em aviação lembram que, em aeronaves modernas como o Boeing 787-8, mudanças bruscas nos controles do motor não acontecem facilmente e demandam ação física, o que aumenta o mistério. O choque causado entre autoridades da aviação civil e familiares é enorme—principalmente porque o modelo de avião envolvido costuma figurar entre os mais seguros do mundo, e acidentes envolvendo grandes companhias nacionais seguem sendo raridades nos registros globais.

O relatório inicial não identifica os nomes dos pilotos, mas descreve todo o contexto do voo e traz detalhes técnicos do que foi ouvido no cockpit nos momentos finais. Segundo investigadores, uma das maiores preocupações agora é determinar porque os interruptores mudaram de posição ao mesmo tempo. A hipótese de sabotagem é vista como improvável, mas nada está sendo descartado. As investigações continuam e devem se aprofundar em perícia dos sistemas eletrônicos, históricos de manutenção e análise psicológica dos tripulantes.

Enquanto parentes das vítimas aguardam respostas, a queda do Boeing 787-8 da Air India já aparece nos debates internacionais sobre segurança em aviação comercial. O relatório definitivo, esperado para os próximos meses, pode ajudar a desvendar por que, em questão de segundos, a vida de quase todos a bordo foi interrompida de maneira tão trágica.

9 Comentários

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    Murilo Zago

    julho 13, 2025 AT 08:18

    Isso aqui é assustador mesmo. Cortar o combustível dos dois motores ao mesmo tempo? Não é algo que acontece por acidente. Se foi erro humano, então o sistema de segurança tá falhando feio. Mas se foi intencional... ai é outro nível de pesadelo.

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    Eletícia Podolak

    julho 14, 2025 AT 17:17

    eu to achando estranho q nenhuma das gravações mostra alguem falando 'oh merda, o q eu fiz?'... tipo, se foi um erro, a reação natural é pânico, nao silêncio. estranho demais.

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    Ronaldo Pereira

    julho 16, 2025 AT 05:10

    sera q o sistema de combustivel pode ter bugado? tipo, um erro de software q mandou cortar tudo? ja vi coisas assim em carros eletricos, por que nao em aviao?

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    Pedro Ferreira

    julho 16, 2025 AT 12:16

    Sei que é difícil, mas a gente precisa parar de jogar a culpa só nos pilotos. O Boeing 787 tem sistemas de redundância pra isso. Se dois interruptores foram acionados simultaneamente, é porque ou o sistema falhou, ou alguém teve acesso não autorizado. A manutenção desse avião tá sob escrutínio agora, e isso é o mínimo que devemos exigir.

    Se a investigação só focar nos pilotos, vamos perder a chance de corrigir o problema real. E isso pode matar mais gente no futuro.

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    Graciele Duarte

    julho 17, 2025 AT 02:47

    Eu só consigo pensar nas crianças... nas mães que não vão mais ver os filhos... nas vozes que pararam de falar... e agora? Agora vão dizer que foi culpa de alguém que já não está mais aqui... e ninguém vai se responsabilizar de verdade... isso dói tanto...

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    Daniel Gomes

    julho 18, 2025 AT 01:19

    Alguém já pensou que isso pode ter sido um ataque cibernético? O 787 é todo digital, tudo conectado... e a Índia tem inimigos... e os EUA já sabiam disso desde 2018... o relatório tá escondendo algo... e o fato de só um sobreviver? Coincidência? Eu não acredito em coincidências...

    Se vocês acham que é só erro humano, então por que o governo não liberou os dados de satélite? Por que o cockpit tá com acesso restrito? Por que o piloto que sobreviveu foi levado pra um lugar secreto? Perguntem isso.

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    amarildo gazov

    julho 19, 2025 AT 06:36

    É imperativo ressaltar, com a devida formalidade e atenção aos fatos documentais, que a operação dos interruptores de combustível em aeronaves de última geração, tais como o Boeing 787-8, exige um acionamento físico simultâneo e deliberado, o que, por sua vez, implica a existência de uma ação intencional por parte de um operador humano, uma vez que os sistemas automatizados não possuem capacidade de desativar os motores por meio desses interruptores sem uma intervenção explícita e manual.

    Portanto, a hipótese de falha técnica autônoma, embora teoricamente plausível em outros contextos, é, neste caso, estatisticamente inviável, devendo-se, assim, priorizar a análise psicológica e operacional dos tripulantes, bem como a integridade dos registros de manutenção, sob pena de se ignorar a causa primária do incidente.

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    Lima Caz

    julho 20, 2025 AT 01:10

    Espero que alguém encontre a verdade e que as famílias tenham um pouco de paz. Não importa o que aconteceu, ninguém merece isso. O mundo precisa de mais cuidado, não de mais acusações.

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    LEONARDO NASCIMENTO

    julho 21, 2025 AT 06:54

    Este é o tipo de tragédia que expõe a fragilidade da nossa ilusão de controle. Nós, seres humanos, nos apegamos à ideia de que a tecnologia é infalível, que os sistemas são à prova de falhas, que os pilotos são máquinas perfeitas... mas aqui, em um instante, tudo se desfez. E o mais perturbador? Não é a morte. É o silêncio. O silêncio entre os pilotos. O silêncio das caixas-pretas. O silêncio das autoridades. O silêncio das corporações. Porque quando você corta o combustível, você não só mata o avião - você mata a confiança. E a confiança, uma vez quebrada, não se reconstrói com relatórios. Ela se reconstrói com transparência. E até agora, só temos sombras.

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