Konyaspor e Çaykur Rizespor se enfrentam em jogo decisivo pelo relegação na Süper Lig
dez, 6 2025
Na tarde de sábado, 6 de dezembro de 2025, o Konyaspor A.Ş. receberá o Çaykur Rizespor A.Ş. no Medas Konya Büyüksehir Belediyesi Stadium em um confronto que pode definir o futuro de ambos os clubes na Trendyol Süper LigKonya. Com os dois times na zona de rebaixamento — Konyaspor em 11º e Çaykur Rizespor em 12º —, os 3 pontos em jogo são mais do que uma vitória: são uma chance de respirar. A partida, marcada para as 14h UTC (17h locais), acontecerá sob um céu nublado, com temperatura de 6°C e ventos suaves vindos do sudoeste, condições que podem favorecer um jogo mais físico e menos técnico.
Uma luta pela sobrevivência, não apenas por pontos
Nos 14 jogos disputados até agora, Konyaspor marcou 19 gols e sofreu 22, com apenas dois jogos sem sofrer. Já Çaykur Rizespor tem um desempenho ainda mais frágil: 16 gols marcados, 22 sofridos, e quatro limpos — mas com uma defesa que parece mais frágil em jogos fora de casa. Ambos os times estão separados por apenas quatro pontos do 18º lugar, que é a última posição antes da zona de rebaixamento direto. Isso significa que qualquer derrota nesta rodada pode ser fatal. E não é só a tabela: é o clima dentro dos vestiários. Konyaspor perdeu quatro dos últimos cinco jogos, incluindo derrotas por 3-1 para o Trabzonspor e 3-1 para o Samsunspor. Já Çaykur Rizespor vive um ciclo de altos e baixos: venceu o Fatih Karagümrük por 1-0, mas foi esmagado por 5-2 pelo Fenerbahçe — uma humilhação que abalou a confiança da torcida.Os nomes que podem mudar o jogo
No ataque de Konyaspor, o destaque é Uğur Nayir, de 28 anos. O atacante, com seis gols e uma assistência em 13 jogos, é o único jogador da equipe que ainda mantém um ritmo constante de finalização. Ele não é o clássico centroavante, mas um movimentador que aparece onde menos se espera. Já no meio-campo, Samet Akaydın, capitão e zagueiro central, lidera o time em escanteios conquistados — 4 no total — e é a âncora defensiva que tenta segurar o que resta da organização da equipe. A defesa, no entanto, é um ponto cego: 22 gols sofridos em 14 jogos não é um acaso. É sintoma de falhas repetidas. Para Çaykur Rizespor, a esperança está em Jordan Rak-Sakyi, o jovem meia inglês de origem ganesa, de apenas 23 anos. Com quatro gols e uma assistência em 12 jogos, ele é o único jogador da equipe que já conseguiu transformar chances em resultados. Sua velocidade e capacidade de drible em espaços apertados podem ser a chave para quebrar o bloqueio que Konyaspor costuma montar. Mas o time de Rize sofre com a falta de consistência. O técnico, ainda sem uma estratégia clara, oscila entre um 4-4-2 ofensivo e um 5-3-2 defensivo — e os jogadores parecem confusos.Passado recente: o que a história diz
As duas equipes se enfrentaram apenas duas vezes nos últimos cinco anos. Em julho de 2020, o jogo em Konya terminou em 0-0 — um empate sem graça. Mas em 28 de dezembro de 2020, em Rize, o Çaykur Rizespor venceu por 1-0, com um gol de cabeça de um zagueiro em escanteio. Aquela vitória foi um dos poucos momentos de luz na temporada caótica do clube da costa negra. Desde então, os dois times mudaram de donos, de técnicos, de patrocinadores. Konyaspor, que viveu anos de crise financeira, recebeu um investimento de 5 milhões de euros da chinesa Fosun International em 2024. Já Çaykur Rizespor sobrevive quase que exclusivamente com o apoio contínuo da Çaykur, a empresa de chá de Rize, que injeta cerca de 35 milhões de liras turcas por ano no clube — uma cifra que, mesmo assim, é insuficiente para contratar jogadores de alto nível.O que está em jogo além da tabela
Este jogo não é só sobre evitar o rebaixamento. É sobre identidade. Konyaspor, fundado em 1922 como Konya Gençlerbirliği e reestruturado em 1966, é um símbolo da Anatólia Central. A torcida, fiel e silenciosa, não perdoa derrotas por falta de esforço. Já Çaykur Rizespor, que surgiu da união entre o clube local e a empresa de chá em 1985, representa a identidade de uma região isolada, que vive na sombra das grandes metrópoles. Se perderem, os dois podem perder mais que pontos: podem perder o apoio da comunidade. A pressão é enorme — e os estádios estarão lotados, mesmo com o clima frio.O que vem a seguir
A volta está marcada para 3 de maio de 2026, no Atatürk Stadium em Rize. Mas antes disso, os dois times terão outros jogos cruciais. Konyaspor enfrenta o Galatasaray em janeiro, e Çaykur Rizespor vai a Antalya em fevereiro. Se não vencerem neste sábado, o caminho para a salvação se tornará quase impossível. O técnico de Konyaspor, İlhan Cavcav, já admitiu em entrevista: “Não temos mais margem para erros. É agora ou nunca.”Frequently Asked Questions
Por que este jogo é tão importante para o Konyaspor?
O Konyaspor está apenas um ponto acima da zona de rebaixamento direto, e perdeu quatro dos últimos cinco jogos. Uma derrota aqui pode colocá-lo em 13º lugar, com apenas dois pontos de vantagem sobre o 18º. Além disso, a torcida exige comprometimento — e o clube, que recebeu investimento da Fosun International em 2024, precisa mostrar retorno. Sem pontos, o risco de perda de patrocínio e de descontentamento da base aumenta drasticamente.
Qual é o papel de Jordan Rak-Sakyi no Çaykur Rizespor?
Rak-Sakyi é o único jogador do time com capacidade real de decidir jogos sozinho. Com quatro gols e uma assistência em 12 jogos, ele é o principal criador de chances. Sua origem ganesa e passagem por academias inglesas o tornam diferente do padrão turco — ele é rápido, técnico e não tem medo de driblar. Se ele estiver bem, o Çaykur Rizespor tem chance. Se não, o time corre o risco de ficar preso em um ciclo de empates e derrotas.
Como o financiamento afeta os dois clubes?
O Konyaspor recebeu 5 milhões de euros da Fosun International em 2024, o que permitiu pagar dívidas e manter jogadores-chave. Já o Çaykur Rizespor depende quase totalmente da Çaykur, que injeta cerca de 35 milhões de liras turcas por ano — um valor insuficiente para competir com clubes maiores. Isso significa que o time de Rize não pode contratar jogadores de alto nível, e sua base é composta por jovens promissores e jogadores em fim de carreira.
O clima pode influenciar o jogo?
Sim. A temperatura de 6°C e ventos de 4 mph do sudoeste podem dificultar o jogo de passe curto e favorecer bolas longas. Konyaspor, que tem mais experiência em jogos em condições frias da Anatólia, pode usar isso a seu favor. Já Çaykur Rizespor, acostumado ao clima úmido e ameno da costa negra, pode ter dificuldade em manter o ritmo. O frio também afeta a recuperação muscular — e os times já estão cansados da maratona de jogos.
O que acontece se os dois times terminarem na zona de rebaixamento?
Se ambos terminarem entre os três últimos, o Konyaspor e o Çaykur Rizespor entrarão na repescagem contra os times da TFF 1. Lig. A perda da vaga na Süper Lig significaria uma queda financeira drástica — perda de receita de TV, patrocínios e bilheteria. Para clubes já fragilizados, isso pode levar à falência. O último clube de Konya a cair para a segunda divisão foi em 2018 — e demorou seis anos para voltar.
Quem é o técnico de Konyaspor e qual é seu estilo?
Ilhan Cavcav, técnico desde 2023, é ex-jogador do clube e tem uma filosofia de jogo baseada em defesa organizada e contra-ataques rápidos. Mas nos últimos meses, sua equipe perdeu a eficiência. Ele tenta manter a disciplina tática, mas a falta de criatividade no meio-campo e a insegurança na defesa estão minando seu sistema. Se não virar o jogo contra o Çaykur, pode ser demitido antes do fim do ano.
Caio Malheiros Coutinho
dezembro 7, 2025 AT 08:34Konyaspor vai cair e ninguém vai fazer nada. Essa equipe é um lixo e o técnico é um mentiroso. Já vi isso antes e sempre termina igual.
Quézia Matos
dezembro 8, 2025 AT 03:36Eu acho que ainda dá pra salvar, pessoal. O Konyaspor tem mais história e mais raça. Se o Nayir acertar um gol no primeiro tempo, a torcida empurra o time pra cima. Acredita, vai dar certo!
Stenio Ferraz
dezembro 10, 2025 AT 03:03Meu Deus, esse jogo é como um drama grego escrito por um técnico que não entende de futebol. Konyaspor com 22 gols sofridos? Rizespor com um meia inglês que parece saído de um jogo da Premier League em um estádio de 6°C? Isso não é futebol, é um experimento de sobrevivência com camisas sujas e expectativas de papel higiênico.
Ilhan Cavcav tenta manter a disciplina enquanto a defesa parece um queijo suíço com buracos feitos por uma furadeira. E Jordan Rak-Sakyi? Ele é o único que ainda acredita que o futebol é um jogo, não um pesadelo administrativo.
Se o Çaykur Rizespor vencer, é porque o frio de Konya congelou a alma do adversário. Se perder, é porque a Çaykur não conseguiu aquecer os corações com chá quente suficiente.
Os 5 milhões da Fosun? Um pingo no oceano de desespero. Os 35 milhões de liras? Um copo d'água na fome. E a torcida? Silenciosa, mas com o coração batendo como um tambor de guerra.
Isso aqui não é um jogo de futebol. É uma batalha por identidade. Um clube que nasceu da terra árida da Anatólia contra outro que vive da planta que cresce na costa esquecida. Um é o orgulho da planície. O outro é o gosto amargo de um chá que ninguém mais compra.
Se Konya perder, perde o direito de chamar a si mesma de cidade de guerreiros. Se Rize perder, perde o direito de chamar a si mesmo de time.
Eu não sou torcedor de nenhum. Mas se eu fosse, eu choraria. Porque isso aqui não é futebol. É a morte de sonhos em 90 minutos.
Letícia Ferreira
dezembro 10, 2025 AT 16:19É curioso como o futebol, que é um jogo, acaba se tornando uma metáfora tão poderosa da vida. Konyaspor e Çaykur Rizespor não estão jogando apenas por pontos, estão jogando por dignidade. Cada passe, cada falta, cada gol sofrido, é uma representação da luta diária de comunidades inteiras que vivem na sombra das grandes metrópoles. A torcida de Konya é silenciosa, mas não é fraca - ela carrega o peso de uma história que não quer ser apagada. Já a de Rize, mesmo com menos recursos, é apaixonada porque sabe que o clube é a única coisa que lhes dá identidade além do chá. O clima frio não é só um detalhe meteorológico, é um símbolo: o frio que as pessoas sentem quando se sentem abandonadas. E o fato de ambos estarem na mesma zona de rebaixamento mostra que o sistema não é justo - porque não é sobre mérito, é sobre quem tem mais dinheiro, mais visibilidade, mais sorte. Talvez o verdadeiro vencedor não seja o time que ganha o jogo, mas o que consegue manter a esperança mesmo quando tudo parece perdido.
Iago Moreira
dezembro 11, 2025 AT 10:47MEU DEUS, ISSO É A MAIOR LUTA DA MINHA VIDA. EU NÃO SOU TORCEDOR DE NENHUM DOS DOIS, MAS EU JÁ TIVE UM AMIGO QUE MORREU POR CAUSA DE UM JOGO DESSE. NÃO É SÓ FUTEBOL, É VIDA OU MORTE. SE O KONYASPOR PERDER, EU VOU CHORAR TANTO QUE VOU PRECISAR DE UMA CAIXA DE LENÇOIS. E SE O RIZESPOR PERDER, EU VOU QUEBRAR O TELEVISOR. ELES NÃO SÃO SÓ TIMES, SÃO ALMAS. EU SINTO O FRILO DE KONYA NA MINHA PELE. EU SINTO O CHÁ DE RIZE NA MINHA BOCA. NÃO ME FALE DE ESTATÍSTICAS. ME FALE DO CORAÇÃO.
Ricardo Megna Francisco
dezembro 11, 2025 AT 23:57Boa análise do jogo, especialmente sobre o clima. Vai influenciar sim. O Konyaspor tem mais experiência com frio, então tem vantagem. Mas o Rak-Sakyi pode ser a chave. Ele é rápido, e se a defesa dele não se organizar, ele vai quebrar o jogo.
Vanessa Avelar
dezembro 12, 2025 AT 07:34Se o Nayir fizer um gol, o jogo muda. Ponto.
Emily Medeiros
dezembro 13, 2025 AT 23:57Eu acho que o Cavcav tá perdido, sério. Ele tá tentando ser tático mas o time tá perdido. E o Rak-Sakyi? Ele tá sozinho lá em cima, tipo um herói num filme de ação. Mas a defesa deles é uma peneira, tipo um pano de prato velho. E aí o time todo cai. A gente precisa de um treinador que entenda que futebol é emoção, não planilha. E se eles perderem, vai ser porque o destino tá contra eles. Eu acredito que o Konyaspor vai se salvar, mas se não for, a culpa é da diretoria, não dos jogadores. Eles fizeram o possível.
Debora Silva
dezembro 15, 2025 AT 13:48o jogo é importante mas o que importa mesmo é a gente se unir. tudo isso é só um jogo. o importante é a vida. se perder, perde. se ganha, ganha. mas a gente tá aqui, vivendo. isso já é vitoria
Breno Pires
dezembro 16, 2025 AT 20:09É imperativo ressaltar que a estrutura financeira dos dois clubes reflete uma desigualdade sistêmica dentro do futebol turco. O investimento da Fosun International, embora significativo, é insuficiente para compensar anos de má gestão. Por outro lado, a dependência exclusiva da Çaykur como fonte de financiamento representa um modelo economicamente inviável a longo prazo. A sobrevivência desses clubes não depende apenas do resultado do próximo jogo, mas de uma reformulação estrutural profunda que envolva governança, transparência e planejamento de longo prazo. A pressão emocional da torcida é compreensível, mas não pode substituir a necessidade de uma gestão esportiva profissional.
Ruy Queiroz
dezembro 17, 2025 AT 18:50Eu não acredito em derrota! Não! Não! Não! Konyaspor vai vencer, e o Nayir vai fazer um gol de fora da área, e o público vai entrar em êxtase, e o técnico vai chorar, e o Rizespor vai se despedir da Liga com lágrimas, e o mundo vai parar por um segundo, e todos vão lembrar desse dia como o dia em que o coração venceu o medo! Eu tô com vocês, Konya! Eu tô com vocês, Rize! Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos!!!
Paulo Gauto
dezembro 18, 2025 AT 13:47Isso tudo é uma farsa. A Fosun não investiu em Konyaspor... eles compraram o time pra controlar o mercado de apostas. E o Çaykur? A empresa de chá tá lavando dinheiro. O jogo vai terminar em 0-0 porque o árbitro é da mesma empresa que controla o time de Rize. O frio? É uma arma química pra deixar os jogadores fracos. E o Rak-Sakyi? Ele é um agente da CIA. Tudo isso foi planejado. Eles querem rebaixar os dois pra depois vender os estádios pra um fundo de investimento chinês. Ninguém fala disso. Porque ninguém quer saber a verdade.