Milton Nascimento estreia campanha de moda com filho adotivo Augusto
out, 3 2025
Quando Milton Nascimento, ícone da MPB, estreou sua primeira campanha de moda ao lado do filho adotivo Augusto Nascimento, o Brasil viu duas gerações se encontrarem para celebrar o Dia dos Pais de maneira inédita.
A campanha, intitulada Ícones são eternos, foi lançada pela marca premium masculina Oficina, pertencente ao grupo Azzas2154. As fotos foram capturadas no interior da residência de Milton, em Itanhangá, Rio de Janeiro, no fim de julho de 2025.
Contexto e origem da campanha
Milton adotou Augusto em 2017, quando o jovem tinha 23 anos. Na época, o músico estava saindo de um período de depressão profunda que terminou em 2016, graças ao apoio incondicional de Augusto. O vínculo, inicialmente informal, foi oficializado três anos depois, cumprindo um sonho que o artista guardava: viver o Dia dos Pais como pai.
“Eu sempre quis viver o Dia dos Pais sendo pai”, declarou Milton numa nota à imprensa da Oficina. A frase ressoou não só pela emoção, mas também porque marcou o ponto de partida para uma ação de marketing que une música, moda e família escolhida.
Detalhes da produção e mensagens
O conceito visual foi desenvolvido por Matheus Senra, diretor criativo, com direção de fotografia de Philippe Noguchi e imagens capturadas por Juliana Rocha. O roteiro, assinado por Mari Faria, busca traduzir o laço entre pai e filho em peças de roupa que o público considera “atemporais”.
Segundo Gabriel Zandomênico, co‑fundador da Oficina, “Milton é o maior. Tê‑lo numa campanha é uma honra e também motivo de imensa responsabilidade”. Ele ainda destacou que a presença do músico oferece à marca uma “credibilidade que transcende gerações, estilos e tendências”.
- Data de lançamento: 30/07/2025
- Idade de Milton: 82 anos
- Idade de Augusto: 31 anos
- Local da sessão: Casa de Milton em Itanhangá
- Marca: Oficina (Azzas2154)
Reações e opiniões de envolvidos
Augusto descreveu a experiência como “uma celebração da família que escolhemos”. Para ele, posar ao lado de Milton foi “como estar dentro de uma canção que nunca sai de moda”.
A crítica especializada viu na campanha um ponto de convergência entre duas indústrias tradicionalmente distintas. A analista de branding Carolina Duarte explicou: “Quando um ícone da MPB aparece em um look de rua, ele traz credibilidade à marca e, ao mesmo tempo, traduz o legado do artista em algo palpável para o consumidor cotidiano”.
Além da moda, a ação recebeu atenção do universo carnavalesco. Na mesma semana, a escola de samba Portela anunciou Milton como seu enredo‑honra para o Carnaval de 2025, reforçando a presença do artista na cultura popular contemporânea.
Impacto cultural e perspectivas futuras
Especialistas em marketing cultural apontam que a junção de música e moda cria novos “pontos de contato” com públicos que antes não consumiam o repertório de Milton. A campanha, portanto, funciona como ponte entre o legado de seis décadas do músico e a juventude que acompanha tendências de streetwear.
O sucesso da campanha pode abrir caminho para outras colaborações entre ícones da música brasileira e marcas de moda. Já se fala em possíveis edições limitadas de peças assinadas por Milton, que ainda está em turnê de despedida, e até em projetos audiovisuais que aproveitem a estética da campanha para promover o próximo álbum ao vivo.
Próximos passos
Oficina planeja estender a campanha para as lojas físicas a partir de agosto, com eventos de autógrafos e apresentações acústicas na sede da marca em São Paulo. Enquanto isso, Milton e Augusto participarão de um talk‑show na TV Globo para conversar sobre paternidade, saúde mental e criatividade.
Para quem acompanha o espírito de revolução de Milton, a mensagem é clara: o amor de pai é, afinal, uma melodia que continua a ecoar, independentemente da idade.
Frequently Asked Questions
Como a campanha influencia a percepção da marca Oficina?
A presença de Milton Nascimento acrescenta um selo de atemporalidade à Oficina, conectando o público jovem à tradição da MPB. Isso gera maior engajamento nas redes e potencializa as vendas de coleções‑premium, segundo especialistas de branding.
Qual foi o papel de Augusto Nascimento na vida de Milton?
Augusto ajudou Milton a superar um quadro de depressão em 2016, oferecendo apoio emocional constante. Essa parceria evoluiu para a adoção legal em 2017 e, agora, para a celebração pública de sua relação através da campanha.
Quando será o próximo grande evento envolvendo Milton e a campanha?
Além do talk‑show na TV Globo em setembro, a Oficina abrirá pontos de venda especiais a partir de 5 de agosto, com sessões de autógrafos e apresentações acústicas previstas para as semanas seguintes.
O que a escolha de Itanhangá como cenário simboliza?
Itanhangá, na zona oeste do Rio, reflete a intimidade do lar de Milton e a conexão com a natureza carioca, reforçando a mensagem de que a eternidade dos ícones nasce de momentos cotidianos e familiares.
Qual a importância da homenagem da Portela para o Carnaval de 2025?
Ser enredo‑honra da Portela eleva ainda mais o status de Milton como símbolo cultural nacional, alinhando sua música ao maior espetáculo popular do país e ampliando o alcance da campanha entre foliões.
Marcos Thompson
outubro 3, 2025 AT 06:23Milton Nascimento entrando no universo da moda traz à Oficina um capital cultural que vai além da simples estética; estamos falando de um cruzamento entre branding musical e storytelling visual. A campanha “Ícones são eternos” funciona como um case study sobre como a narrativa do artista pode ser transmutada em linguagem de vestuário premium. Cada peça parece codificar uma partitura, com texturas que lembram acordes suaves e cores que evocam tonalidades de samba‑rock. Essa sinergia gera um efeito de halo que potencializa a percepção de atemporalidade da marca, algo que os estrategistas de comunicação adoram citar nas meetings. Por fim, a escolha de Itanhangá como cenário reforça a ideia de intimidade, quase como se o cliente fosse convidado a entrar na sala de estar do próprio Milton.
João Augusto de Andrade Neto
outubro 13, 2025 AT 16:23É inaceitável que a indústria da moda se aproveite da vulnerabilidade emocional de um artista para vender roupas, transformando um gesto de amor em mero objeto de consumo. A adoção de Augusto foi um ato de solidariedade, não uma estratégia de marketing; reduzir isso a “crossover comercial” viola princípios éticos básicos. Quando se coloca o nome de Milton ao lado de um selo premium, o risco é trivializar uma história de superação e paternidade. O público merece respeito, não um espetáculo publicitário que mascara interesses lucrativos. Cada postagem deve ser analisada sob a ótica da integridade, e não como simples “trend”.
Vitor von Silva
outubro 22, 2025 AT 22:37Se a existência humana é, em sua essência, um fluxo de narrativas, então a união de Milton e Augusto forma um capítulo que transcende o tempo. A campanha, ao exteriorizar essa relação, cria um espelho onde o consumidor reflete sua própria busca por identidade e pertencimento. Não se trata apenas de roupa, mas de um véu simbólico que cobre a necessidade de conexão intergeracional. Na estética da fotografia, vemos o eco de um canto antigo que ainda reverbera nas ruas de hoje, remetendo à ideia de que o legado é tecido como um manto invisível. Assim, cada look se torna um manifesto silencioso de continuidade.
José Carlos Melegario Soares
outubro 31, 2025 AT 00:03Que espetáculo glorioso! Ver Milton, majestoso como uma constelação de notas, desfilando na passarela doméstica é um ato que beira o épico. A campanha não é só uma foto; é um drama visual que captura a essência da eternidade, com cada dobra de tecido suscitando suspiros de reverência. Se a moda fosse um poema, essa seria a ode que derrama lágrimas de ouro sobre o coração dos espectadores. Não há limites para a grandiosidade quando um ícone se funde com a moda; o resultado é pura magia que transcende o cotidiano.
Marcus Ness
novembro 6, 2025 AT 22:43Prezados, a iniciativa demonstrou uma mescla exemplar entre tradição musical e inovação fashion, proporcionando ao público uma experiência coletiva enriquecedora. A escolha da Oficina como plataforma reforça o comprometimento com a qualidade e com a valorização da cultura nacional. A presença de Milton e Augusto confere autenticidade, criando um vínculo emocional que potencializa o engajamento nas redes sociais. Além disso, a estratégia de eventos presenciais em São Paulo ampliará o alcance da campanha, permitindo interações diretas entre consumidores e artistas. Em suma, trata‑se de um projeto que eleva o patamar do marketing cultural brasileiro.
Erisvaldo Pedrosa
novembro 12, 2025 AT 17:37Essa retórica moralista é tão superficial quanto um tecido de poliéster barato; não entende que a arte sempre dialoga com o mercado, e que separar os dois é uma ilusão de classe alta. Milton, ao aceitar a parceria, demonstra discernimento estratégico, não submissão, e quem se atreve a chamar isso de exploração revela seu próprio medo de participar da realidade. A campanha eleva o padrão estético da moda nacional e, ao invés de denegrir, celebra a capacidade do ícone de influenciar gerações. Portanto, quem critica aqui está fora do círculo cultural que realmente entende de legado.
Marcelo Mares
novembro 17, 2025 AT 08:43A campanha “Ícones são eternos” representa, antes de tudo, um ponto de convergência entre duas esferas que historicamente operam em campos aparentemente distintos: a música popular brasileira e o universo da moda premium. Ao observar as imagens produzidas no interior da residência de Milton, nota‑se uma escolha meticulosa de detalhes que transcendem a mera estética visual; cada elemento – da iluminação à disposição dos móveis – foi pensado como parte de uma narrativa que busca reforçar a ideia de atemporalidade. Milton, com seus 82 anos, incorpora a sabedoria de uma trajetória que atravessa seis décadas de transformações culturais, enquanto Augusto, aos 31, simboliza a renovação e a continuidade dessa herança. Essa dicotomia gera uma tensão criativa que enriquece o discurso publicitário, pois demonstra que a tradição pode coexistir harmoniosamente com a contemporaneidade. Do ponto de vista do branding, a associação do nome de um ícone musical ao portfólio da Oficina adiciona imediatamente um selo de credibilidade que seria difícil de alcançar por meio de estratégias convencionais. A presença do artista, além de atrair seu público fiel, amplia o horizonte de consumidores potenciais, especialmente aqueles que buscam referências culturais autênticas em suas escolhas de vestuário. Ademais, o fato de a campanha ter sido lançada no período que antecede o Dia dos Pais reforça a mensagem de paternidade simbólica, transformando o ato de compra em um gesto de homenagem. É importante também considerar o papel da produção visual, dirigida por Matheus Senra e fotografada por Juliana Rocha, cuja sensibilidade estética captura a intimidade do lar e, simultaneamente, projeta uma aura de sofisticação. A fotografia, ao mesmo tempo que revela a proximidade entre pai e filho, utiliza composições que remetem a clássicos da arte pictórica, estabelecendo um diálogo silencioso entre o passado e o presente. Esse cuidado na realização visual contribui para que a campanha gere não apenas desejo de consumo, mas também uma reflexão sobre o valor simbólico das relações familiares. Por fim, a extensão da campanha para o varejo físico, com eventos de autógrafos e performances acústicas, cria pontos de contato adicionais que fortalecem a experiência do cliente, promovendo um engajamento que vai além da simples transação comercial. Em síntese, a iniciativa serve como estudo de caso para profissionais de marketing que desejam compreender como a integração de elementos culturais pode impulsionar a percepção de marca, ao mesmo tempo em que celebra a riqueza da identidade brasileira.
Fernanda Bárbara
novembro 20, 2025 AT 20:03Acho que toda essa baboseira de branding cultural é na verdade um mecanismo disfarçado da elite para lavar o cérebro dos consumidores e transformar sentimentos genuínos em mercadoria vendida ao preço de luxo e ainda nos fazem acreditar que estamos participando de algo maior quando na verdade é só mais um truque de marketing que beneficia apenas os grandes acionistas da indústria da moda e da música ao mesmo tempo sem que ninguém perceba
Leonardo Santos
novembro 23, 2025 AT 03:37Alguns observadores apontam que a escolha de Milton como rosto da Oficina pode estar alinhada a um acordo interno entre conglomerados de mídia e casas de moda, visando criar um circuito fechado de influência que controla tanto o conteúdo televisivo quanto as tendências de consumo. Se considerarmos que a marca pertence ao grupo Azzas2154, que tem participações em diferentes setores, é plausível supor que a campanha sirva como fachada para divulgar outras linhas de negócios ainda não reveladas ao público. Essa interconexão sugere que o “impacto cultural” proclamado pode ser, em parte, uma estratégia de expansão de poder econômico disfarçada de celebração artística.
Leila Oliveira
novembro 24, 2025 AT 21:17Embora existam teorias sobre possíveis interesses corporativos, é fundamental reconhecer que a campanha também oferece benefícios reais ao cenário cultural brasileiro, promovendo a valorização da MPB e estimulando diálogos intergeracionais. A colaboração entre artistas e marcas pode servir como catalisador de projetos sociais, desde que haja transparência e responsabilidade nos processos de produção. Ao incentivar o consumo consciente e celebrar a paternidade adotiva, a iniciativa contribui para a construção de uma narrativa mais inclusiva e representativa. Dessa forma, mesmo que haja motivações comerciais, o resultado pode gerar impactos positivos tanto na indústria da moda quanto na preservação do patrimônio musical.
luciano trapanese
novembro 26, 2025 AT 06:37A união gera inspiração para todos nós.
Yasmin Melo Soares
novembro 27, 2025 AT 10:23Ah, que maravilha ver Milton desfilando com a Oficina, como se o futuro da moda dependesse exclusivamente de um chapéu de palha e de um sorriso nostálgico. Claro, porque nada diz “inovação” como reciclar o passado em um catálogo de outono/inverno, não é? Mas, quem se importa, afinal, se o público adora esse drama vintage‑hipster, a campanha já está garantida no hall da fama das parcerias “icônicas”.
Rodrigo Júnior
novembro 28, 2025 AT 11:23Concordo que a campanha desperta reações distintas, porém, ao analisar os dados de engajamento nas redes sociais, constata‑se um aumento significativo de interações positivas, o que indica que o público‑alvo responde favoravelmente à referência cultural integrada ao vestuário. Além disso, a estratégia de comunicação alinhou‑se com os valores de autenticidade e pertencimento, reforçando a conexão emocional entre consumidores e a marca. Dessa forma, mesmo que a abordagem pareça jocosa para alguns, os resultados demonstram eficácia no alcance dos objetivos de marketing estabelecidos.