Vélez Sarsfield vence Boca Juniors por 4 a 3 e garante vaga na final da Copa Argentina

Vélez Sarsfield vence Boca Juniors por 4 a 3 e garante vaga na final da Copa Argentina jul, 19 2025

Virada emocionante em Córdoba: Vélez elimina Boca Juniors

Às vezes o futebol entrega aqueles jogos que parecem filmes de ação: imprevisíveis, cheios de reviravoltas e com heróis improváveis nos momentos decisivos. Esse foi o clima do duelo entre Vélez Sarsfield e Boca Juniors na noite de 28 de novembro de 2024, no Estadio Mario Alberto Kempes, em Córdoba. Valendo vaga na final da Copa Argentina, as duas equipes protagonizaram uma das partidas mais eletrizantes da temporada, com sete gols alternando o controle do placar até os 90 minutos.

O Vélez largou na frente logo aos 7 minutos, quando Federico Pizzini aproveitou um descuido da defesa do Boca para balançar as redes. Mas não demorou muito para a resposta: numa jogada ofensiva cruzada por Boca, Nicolás Figal acabou desviando contra o próprio patrimônio, igualando o placar em um lance de pura infelicidade para o defensor.

Com a partida ainda pegando fogo no primeiro tempo, o artilheiro uruguaio Edinson Cavani apareceu na área pouco antes do intervalo e fez um bonito gol aos 44 minutos, garantindo o empate para o Boca Juniors e deixando a decisão completamente em aberto para a etapa final.

Bouzat brilha e vira herói da noite

Bouzat brilha e vira herói da noite

Depois do intervalo, quem achou que o ritmo diminuiria se enganou feio. Enzo Zeballos aproveitou um contra-ataque rápido e colocou o Boca em vantagem aos 70 minutos. Pouco depois, Thiago Belmonte, jovem promessa dos xeneizes, ampliou para 3 a 1 aos 80. Parecia o golpe final.

Só que a noite reservava surpresas. O Vélez Sarsfield, sentiram o gosto amargo da eliminação à beira do apito final, mas decidiram não se entregar. Agustín Bouzat assumiu o papel de protagonista e foi simplesmente decisivo: marcou aos 85 minutos, reacendendo as esperanças, e apenas cinco minutos depois voltou a marcar, sacramentando uma virada épica. Boca tentou responder, mas já era tarde demais.

  • Figal, além do gol contra, esteve inseguro durante todo o jogo e não acompanhou Bouzat nas decisões finais.
  • Cavani buscou o jogo e foi referência para o ataque, mas sentiu o peso da desorganização defensiva no fim.
  • Bouzat, com dois gols em menos de dez minutos, ganhou o status de herói da classificação e fez o nome no estádio.

Esse resultado quebra um recente histórico de supremacia do Boca Juniors nos confrontos diretos. Nos últimos cinco jogos, o Boca havia saído vitorioso em três oportunidades. Mas desta vez, foi o Vélez quem prevaleceu quando mais importava. Agora, o Vélez Sarsfield está na final da Copa Argentina, sonhando alto e embalado por um dos maiores jogos da sua trajetória recente. Já para o Boca, resta tentar digerir mais uma eliminação doída e entender como deixou escapar um resultado que parecia encaminhado.

12 Comentários

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    Francesca Silva

    julho 20, 2025 AT 18:39
    Essa partida foi um caos organizado. Nenhum time merecia perder, mas o Vélez simplesmente não aceitou a derrota. Bouzat merece um estádio com seu nome.
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    Letícia Lima

    julho 22, 2025 AT 14:25
    Cavani tentou, mas o Boca tá desorganizado demais. E o Figal? Sério? Ele tá jogando no modo automático ou no modo desastre?
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    Mateus Lopes

    julho 23, 2025 AT 15:09
    Ninguém merecia ver o Boca assim. Mas o Vélez? Essa é a alma do futebol. Luta, garra, e um herói que aparece no último minuto. ❤️
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    Danilo Carvalho

    julho 24, 2025 AT 20:24
    boca perdeu pq o treinador é um amador e o cavani ta velho demais pra isso. volez foi sortudo.
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    Camila Ferreira da Costa

    julho 26, 2025 AT 00:25
    O gol de Bouzat no 85 foi o tipo de momento que a gente leva pra vida. Nada de planejado, tudo de coração.
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    Iasmin Santos

    julho 26, 2025 AT 06:13
    futebol é isso mesmo quando da certo
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    @pai.tri.fellipebarros Barros

    julho 27, 2025 AT 19:30
    O Vélez? Um time de segunda divisão que se aproveitou da complacência de um clube histórico. O Boca perdeu não por falta de talento, mas por falta de *cultura de vencedor*.
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    marco antonio cutipa

    julho 29, 2025 AT 09:54
    Análise tática: o sistema 4-2-3-1 do Boca foi desmontado por uma pressão alta e coordenada do Vélez na transição defensiva. A ausência de um volante de contenção foi catastrófica. A defesa de Figal demonstrou falhas estruturais em sua leitura espacial. O gol de Bouzat foi resultado de um erro de marcação em zona de 18 metros, com ausência de cobertura do lateral direito. Não foi sorte. Foi incompetência organizacional.
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    Carolina Gandara

    julho 30, 2025 AT 20:29
    Você acha que isso é só um jogo? Isso é o fim de uma era. O Boca perdeu não só a vaga, mas a dignidade. E o Cavani? Ele tá aqui pra encher o currículo, não pra lutar. A diretoria precisa demitir o técnico e o preparador físico. Agora, por favor, me diga: quem vai pagar os torcedores que viajaram para Córdoba e viram isso?
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    Ricardo Soares

    agosto 1, 2025 AT 20:19
    O Vélez é o time que a gente ama ver no futebol brasileiro. Sem glamour, sem TV, sem patrocínio de banco, mas com coração. Bouzat virou lenda hoje. E se o Boca quer voltar, tem que começar a ouvir o povo, não os conselheiros de luxo. 🙌
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    Marcos Roberto da Silva

    agosto 3, 2025 AT 04:32
    A dinâmica de pressão de alta intensidade aplicada pelo Vélez no segundo tempo demonstrou uma superioridade operacional na transição defensiva-ofensiva, conforme os dados de xG da partida indicam. A eficiência de Bouzat em finalizações dentro da área (87% de taxa de conversão) contrasta com a ineficiência do Boca em manter a posse sob pressão, com uma média de 2,3 erros por minuto na terça zona. A ausência de um pivô de retenção no meio-campo exacerbou a vulnerabilidade da linha defensiva, especialmente em situações de transição rápida. A vitória do Vélez não é um acaso estatístico - é a consequência lógica de um modelo tático superior e uma gestão de recursos humanos mais alinhada às demandas do futebol moderno.
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    Juliana Takahashi

    agosto 3, 2025 AT 10:17
    Às vezes a vida te dá um segundo tempo. O Vélez não tinha nada a perder, e por isso jogou com a liberdade que só os desesperados têm. O Boca tinha tudo - e ainda assim perdeu. Talvez o verdadeiro campeão não seja o que tem mais dinheiro, mas o que ainda acredita, mesmo quando todos desistiram.

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